quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A orientação sexual tanto na escola quanto em casa com os pais é a melhor forma de prevenir a gravidez precoce, doenças sexualmente transmissíveis e outros problemas decorrentes da falta de experiência em relação a sexualidade dos adolescentes. Muitos adolescentes se sentem mais confortáveis em discutir este assunto na escola do que em casa com os pais, pois muitos deles não estão conseguindo conversar abertamente sobre sexualidade com seus próprios filhos criando assim uma barreira entre eles. Mas contudo, muitas escolas e professores não estão preparados para orientar os jovens. E tudo isso é observado na reportagem no site http://g1.globo.com/jornalhoje/0,,MUL1135486-16022,00-SEXO+NA+ADOLESCENCIA.html , acessado em 14/10/2009 às 17:04 hs.

“No Brasil, sexo ainda é tratado com tabu na escola. Pesquisas mostram que os jovens iniciam a vida sexual, normalmente, entre os 14 e 16 anos, justamente no período que passam metade do dia na escola.
Sala de aula: para muitos, o lugar mais apropriado para esclarecer dúvidas sobre sexo, um assunto que nem sempre é conversado em casa.

“Eu acho que no colégio a gente tem mais liberdade para perguntar”, disse o estudante Iuri Braga.

"Às vezes, a gente tem vergonha de falar com os pais. Aqui no colégio, a gente aprende com menos vergonha que em casa”, disse Maria Tereza Ferrer, 11 anos. Muitos pais não conversam porque também não sabem.

Pesquisa feita pela Unesco em 14 capitais mostra que 60% dos pais de alunos têm poucas informações sobre sexualidade. Trinta e dois por cento nunca recomendaram ao filho o uso de preservativo.

Para tentar vencer o preconceito, o Ministério da Educação e da Saúde trabalha com a implantação dos temas transversais para a orientação sexual. A idéia é de que professores de disciplinas tradicionais abordem a questão da sexualidade durante as aulas.

“A gente acredita que qualquer professor possa oportunizar (sic) as discussões da sexualidade”, disse a coordenadora do programa, Reina Damasceno.

Mas os professores também não estão preparados. Consultados, 47% avaliaram como insatisfatório o próprio conhecimento sobre saúde sexual.

“Eu tenho muitas perguntas e muitas dúvidas para esclarecer", disse Ana Graziele dos Santos, 15 anos. "Se a gente tiver alguma dúvida, eles não respondem. Eu nem me atrevo a perguntar" .

Para a maioria desses alunos, só há uma saída: intensificar as aulas de orientação sexual. Na maioria das escolas públicas e privadas, o assunto é tratado apenas em palestras.

"Pode ter palestras, mas também ter aula, como português e matemática”, disse Júlio César Ferreira, 14 anos.

" A cada dia ter uma aula, seria melhor, para aprender mais coisas”, disse Marina Castilho, 10 anos.

Entre as mulheres, a gravidez é apontada como um dos principais culpados pela interrupção dos estudos. O desafio das escolas é trazer a adolescente-mãe de volta para a sala de aula.

Para não deixar a gravidez aumentar a evasão escolar, uma escola pública de Fortaleza adotou os filhos das alunas. Lá, crianças recém-nascidas podem acompanhar as mães na sala de aula.”

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