quarta-feira, 18 de novembro de 2009

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

RESENHA CRÍTICA

Gravidez na adolescência: um problema social


Proosex blogspot

Esta resenha discute sobre os motivos para um índice tão alto de gravidez na adolescência, as dificuldades enfrentadas com uma gravidez inesperada e o que ocorre nesta difícil fase da vida de muitas adolescentes. Aborda também o que poderia ser feito para mudar esse quadro além dos ricos que a adolescente corre durante uma gravidez precoce.
Para tratar desse assunto o grupo pesquisou em alguns sites relacionados ao tema abordado e escolheu três trabalhos com os seguintes autores: Rocha(2009), Holanda (2006), Santana (2009).
Rocha(2009) discute o porque dos adolescentes estarem iniciando a vida sexual tão cedo e das meninas estarem engravidando precocemente, segundo Rocha(2009) isso acontece pelas várias mudanças no decorrer dos séculos nas áreas como: a política, a economia e o social. De acordo com Rocha (2009) essas mudanças fazem com que sejam criadas novas gerações com danos nos valores éticos e morais , levando aos adolescentes à acharem que assuntos como sexo é uma banalidade. Além disso, para Rocha(2009), os jovens estão cada vez com mais liberdade sexual acompanhada da irresponsabilidade e da desestruturação familiar que só aumenta mais ainda o índice de gravidez precoce. Para Rocha (2009), com uma gravidez inesperada na adolescência podem ocorrer vários problemas que vão desde um aborto até a rejeição da família.
Os estudos de Santana(2009) mostram que o índice de gravidez precoce tem aumentado cada vez mais no Brasil e que em conseqüência disso a maioria das meninas que engravidam acabam abandonando a escola. De acordo com Santana (2009) se houver uma vontade política e um investimento em projetos diminuiria a gravidez na adolescência , e provou isso citando um projeto chamado de “Vale Sonhar” feito em 14 municípios do estado de São Paulo que conseguiu diminuir em 91% o índice de gravidez precoce, capacitando os professores das escolas estaduais para informarem sexualmente os adolescentes . Para Santana(2009) a gravidez na adolescência deve ser tratado como um problema social.
Segundo Holanda(2006) a gravidez na adolescência pode acarretar vários problemas entre eles: complicações obstétricas, com riscos para a mãe e o recém-nascido, além de problemas psico-sociais e econômicos. Holanda(2006) ainda diz que durante a evolução da gestação pode ocorrer anemia materna, infecção urinaria, prematuridade entre outros problemas que põe em risco a saúde da criança e da mãe adolescente. Assim como Santana(2009), Holanda(2006) acredita que devem ser feitos projetos e programas focando na prevenção da gravidez precoce e outros pontos relacionados a sexualidade para reverter este quadro alarmante.
Com base no trabalho de Rocha(2009), compreendemos que a gravidez na adolescência é o resultado de evolução desestruturada dos jovens no decorrer dos séculos, onde cada vez mais estão iniciando a vida sexual mais cedo e sem a responsabilidade necessária, além da falta de acompanhamento familiar que só aumenta o índice de gravidez precoce.
A partir do trabalho de Santana (2009), compreendemos que para haver uma diminuição no índice de adolescentes grávidas devem ser criados e postos em prática projetos para informarem sexualmente os adolescentes abordando principalmente a prevenção da gravidez precoce.
O trabalho de Holanda(2006) nos mostrou que a adolescente além de enfrentar na maioria das vezes problemas sociais e econômicos ainda corre risco de saúde tendo várias complicações durante a gravidez e depois do nascimento da criança.

Referência Bibliografica:
www.infoescola.com/.../gravidez-na-adolescencia/ -

http://conversademenina.wordpress.com/2009/09/23/artigo-e-possivel-evitar-gravidez-na-adolescencia/

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-72032006000800001&script=sci_arttext#back

sábado, 14 de novembro de 2009





Fonte:http://loja.bioaulas.com.br/images/sexualidade_gravidez_adolescencia01.png


Fonte:http://brasilcontraapedofilia.files.wordpress.com/2007/10/brasil-contra-a-pedofilia45erf.jpg
A cada ano o índice de adolescentes gravidas tem aumentado e isto é comprovado na reportagem no site:http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,AA1372177-5598-948,00.html onde mostra que as autoridades de Porto Alegre tomou providencias para diminuir este indice distribuindo anticoncepcionais à adolescentes carentes.

"Cerca de 1,1 milhão de adolescentes engravidam por ano no Brasil e esse número continua crescendo. O índice de adolescentes e jovens brasileiras grávidas é hoje 2% maior do que na última década; as meninas de 10 a 20 anos respondem por 25% dos partos feitos no país, segundo o Ministério da Saúde.

Estudo da Organização Mundial da Saúde mostra que a incidência de recém-nascidos gerados por mães adolescentes com baixo peso é duas vezes maior que o de mães adultas. A taxa de morte neonatal é três vezes maior. Esse são apenas alguns dos problemas da gestação na adolescência. Também há outra questão: as meninas que ficam grávidas acabam deixando de estudar para cuidar do bebê.

Numa tentativa de combater esse problema, nesta semana a Prefeitura de Porto Alegre deu início a um programa de combate à gravidez precoce. O método contraceptivo que será utilizado é o implante subcutâneo. Os anticoncepcionais estão sendo oferecidos a meninas carentes de 15 a 18 anos. Ao todo, 2,5 mil implantes foram doados por uma ONG para o programa."
Este texto do site http://www.portalis.co.pt/gravidez-na-adolescencia/ fala o que acontece na adolescencia com uma garota para que ela tenha uma gravidez precoce, as dúvidas depois do acontecido, de quem é a culpa e as desculpas frequentes para que isto tenha acontecido.

"Estátisticas mostram que 70% dos jovens iniciam a sua vida sexual antes dos 17 anos, muitas das miúdas tiveram seu primeiro filho entre 15 e 19 anos. Quando o adolescente, quer seja ele rapaz ou moça inicia a sua vida sexual, raramente ele se prepara antes. A adolescente apaixonada, num momento de paixão desenfreada esquece do mundo, e também esquece que o ato de iniciar a sua vida sexual implica em responsabilidades sérias, que caso não sejam pensadas podem trazer ao mundo uma nova vida. Será que então ela estará preparada para ser mãe? E o rapaz vai querer assumir a paternidade da criança?

De quem é a “culpa”? Dos pais que não orientaram? Da irresponsabilidade dos adolescentes, que julgam saber tudo e não aceitam opiniões para nada? Pois é neste momento ninguém tem resposta para nada não é mesmo? A vida de uma adolescente muda radicalmente depois que engravida, seu corpo muda, seus hábitos se alteram, suas responsabilidades aumentam, sua saúde tem de ser observada com cuidado. Gravidez na adolescencia pode implicar em muitos problemas para a garota, como por exemplo risco de parto prematuro, anemia, hipertensão, diabetes gestacional e outros.

Vou deixar a sugestão de um texto que elucida de forma brilhante a questão da gravidez na adolescencia, seus mitos, receios e crenças:

…………”Uma gravidez indesejada na adolescência ocorre por várias razões: porque o método contraceptivo falhou ou pela má utilização do mesmo; porque não se utilizou qualquer proteção durante as relações sexuais; por falta de informação; pela existência do pensamento mágico de que “só acontece aos outros”, ou ainda, por crendices e mitos à volta das relações sexuais, como por exemplo: na primeira vez não há risco de ficar grávida ou que quando “se faz de pé” não há problema!”……….. "
Já foi provado que é na escola que os adolescentes sentem maior liberdade para conversar sobre sexo e neste texto do site:http://www.ufcg.edu.br/~proex/iv_enc_ext/Artigos/Educacao/SEXUALIDADE%20NA%20ESCOLA%20PROPOSTA%20EDUCATIVA%20PARA%20ADOLESCENTES.pdf , mostra como foi feito um trabalho em uma escola com adolescentes da 7ª e 8ª séries e como foi o procedimento procedimento teórico-metodológico.

"Para ser desenvolvido o Projeto de Extensão “Sexualidade na Escola: uma proposta educativa para adolescentes”são realizadas reuniões semanais com a coordenadora do projeto, nas quais são debatidos os textos relacionados à temática sexualidade; e definidos os temas a serem trabalhados nas oficinas, bem como as respectivas
dinâmicas. São, também, planejados e escolhidos os recursos didáticos: colagens, desenhos, pinturas,dramatizações, etc.As atividades de extensão são realizadas com dois grupos de adolescentes (os da 7ª série e os da 8ª série – por opção dos próprios adolescentes), por meio de oficinas, às quintas-feiras, das 16:30 às 18:00, em uma sala ampla da escola, com o número de adolescentes variando entre nove a treze em cada grupo. Segundo Carvalho;Rodrigues; Medrado (2005, p. 379), entende-se por oficina como sendo um trabalho estruturado com grupos, independentemente do número de encontros,sendo focalizado em torno de uma questão central que o grupo de propõe a elaborar, em um contexto social. A elaboração que se busca na oficina não se
restringe a uma reflexão racional, mas envolve os sujeitos de maneira integral,
formas de pensar, sentir e agir.As oficinas iniciaram-se em maio de 2007, tendo sido realizadas até o momento 07 oficinas, nas quais foram utilizados vários métodos como: colagens, recortes, desenhos, dramatizações e debates. Ao término de cada
oficina os integrantes expressam suas idéias e opiniões, individualmente e em grupo, quanto aos métodos e temas abordados.Destaque-se que, para cada oficina é selecionada uma dinâmica relacionada à temática a ser trabalhada. Durante
as oficinas é especulado o conhecimento prévio dos adolescentes acerca do tema abordado, e também são observados os seus comportamentos e interações nas tarefas propostas. Esta forma de trabalho possibilita identificar o nível de conhecimento destes adolescentes sobre o tema abordado, suas identidades sexuais e
realidades sócio-culturais. Essa dinâmica de trabalho permite que os alunos se comuniquem e interajam de maneira expressiva, entre si e com o grupo extensionista.
As dinâmicas, temáticas, os textos de fundamentação teórico-metodológica são selecionados, debatidos e compartilhados previamente pela coordenadora/orientadora do projeto e pelas bolsistas, para que o conhecimento advindo seja socializado com o universo dos adolescentes participantes do projeto."
É fato que é necessário que todos os adolescentes tenham uma boa orientação sexual, mas infelizmente nem todos têm acesso à isso, por isso que eles acabam se prejudicando com a falta de informação.Apesar disso,muitos críticos dizem que orientar os adolescentes acaba incentivando eles a iniciarem a vida sexual mais cedo, no entanto neste texto do site www.saudebrasilnet.com.br/premios/saude/premio2/trabalhos/043.pdf , comprova-se com um estudo da OMS - Organização Mundial da Saúde - que orientar os adolescentes sexualmente muitas vezes retarda o inicio da vida sexual.


"A educação sexual revela-se como a maneira mais eficaz de combater doenças sexualmente transmissíveis - DSTs -, gravidez precoce e preconceitos, significando uma possibilidade de evolução sexual com a quebra de tabus. A sexualidade deve ser considerada em suas múltiplas formas de manifestação tais como desejo, prazer, medo, amor, paixão e sensibilidade, além da atividade reprodutiva. O profundo contraste, entre a superexposição do corpo e da sexualidade e o moralismo da sociedade, impede uma realidade produtiva à melhora da qualidade de vida da população. Apesar dos avanços ideológicos, faltam atitudes, pois existe uma grande diferença entre informar e educar. Ney Ragel, 17, estudante do terceiro ano de ensino médio de uma escola publica em Brasília afirma: "A mídia toda hora fala para nos prevenirmos e, ao mesmo tempo, é a que mais estimula a falta de prevenção".
O espaço para uma discussão seria sobre sexualidade na família, na mídia, na escola, na Igreja, ou nas rodas de amigos apresenta-se debilitado e reduzido, deixando o adolescente desconfortável para discutir problemas íntimos e tornando-o vítima do próprio silêncio.
Apesar de ser o ambiente inicial de aprendizagem, a família apresenta-se longe de ser a primeira e principal fonte de informação. Muitas Igrejas manipulam e oprimem o exercício da sexualidade. Escolas não oferecem ações pedagógicas de orientação, seja por despreparo de professores, seja por falta de verbas, mesmo aparecendo como a fonte mais presente segundo os próprios jovens. Infelizmente uma parcela das escolas ensina somente a constituição anatômica das genitálias masculinas e femininas com suas funções biológicas e reprodutivas acreditando exercer integralmente o papel de educadora sexual. Segundo dados do Sistema Único de Saúde - SUS -, a cada 17 minutos nasce um filho de jovem com idade entre 10 e 14 anos. O numero de partos nesta faixa etária cresceu 31% desde 1993. A cada minuto, nasce uma criança de mãe com idade entre 15 e 19 anos. Pior: 48% dos abortos previstos por lei são de meninas de 10 a 19 anos.
A Organização Mundial de Saúde - OMS - oferece dados demonstrando que a educação sexual nas escolas não leva à sexualidade precoce, podendo ate retardar a iniciação sexual.
Os postos de saúde, de maneira imprescindível, devem unir-se as escolas para educar e oferecer um atendimento de qualidade ao jovem. Portanto, em um país como o Brasil, onde vigora a inoperância de políticas publicas voltadas para a educação e de propostas inovadoras que ficam só no
papel, a escola pode ser um dos ambientes mais oportunos e adequados para que os adolescentes sejam informados e orientados sobre sexualidade, DSTs e gravidez precoce."