É fato que é necessário que todos os adolescentes tenham uma boa orientação sexual, mas infelizmente nem todos têm acesso à isso, por isso que eles acabam se prejudicando com a falta de informação.Apesar disso,muitos críticos dizem que orientar os adolescentes acaba incentivando eles a iniciarem a vida sexual mais cedo, no entanto neste texto do site www.saudebrasilnet.com.br/premios/saude/premio2/trabalhos/043.pdf , comprova-se com um estudo da OMS - Organização Mundial da Saúde - que orientar os adolescentes sexualmente muitas vezes retarda o inicio da vida sexual.
"A educação sexual revela-se como a maneira mais eficaz de combater doenças sexualmente transmissíveis - DSTs -, gravidez precoce e preconceitos, significando uma possibilidade de evolução sexual com a quebra de tabus. A sexualidade deve ser considerada em suas múltiplas formas de manifestação tais como desejo, prazer, medo, amor, paixão e sensibilidade, além da atividade reprodutiva. O profundo contraste, entre a superexposição do corpo e da sexualidade e o moralismo da sociedade, impede uma realidade produtiva à melhora da qualidade de vida da população. Apesar dos avanços ideológicos, faltam atitudes, pois existe uma grande diferença entre informar e educar. Ney Ragel, 17, estudante do terceiro ano de ensino médio de uma escola publica em Brasília afirma: "A mídia toda hora fala para nos prevenirmos e, ao mesmo tempo, é a que mais estimula a falta de prevenção".
O espaço para uma discussão seria sobre sexualidade na família, na mídia, na escola, na Igreja, ou nas rodas de amigos apresenta-se debilitado e reduzido, deixando o adolescente desconfortável para discutir problemas íntimos e tornando-o vítima do próprio silêncio.
Apesar de ser o ambiente inicial de aprendizagem, a família apresenta-se longe de ser a primeira e principal fonte de informação. Muitas Igrejas manipulam e oprimem o exercício da sexualidade. Escolas não oferecem ações pedagógicas de orientação, seja por despreparo de professores, seja por falta de verbas, mesmo aparecendo como a fonte mais presente segundo os próprios jovens. Infelizmente uma parcela das escolas ensina somente a constituição anatômica das genitálias masculinas e femininas com suas funções biológicas e reprodutivas acreditando exercer integralmente o papel de educadora sexual. Segundo dados do Sistema Único de Saúde - SUS -, a cada 17 minutos nasce um filho de jovem com idade entre 10 e 14 anos. O numero de partos nesta faixa etária cresceu 31% desde 1993. A cada minuto, nasce uma criança de mãe com idade entre 15 e 19 anos. Pior: 48% dos abortos previstos por lei são de meninas de 10 a 19 anos.
A Organização Mundial de Saúde - OMS - oferece dados demonstrando que a educação sexual nas escolas não leva à sexualidade precoce, podendo ate retardar a iniciação sexual.
Os postos de saúde, de maneira imprescindível, devem unir-se as escolas para educar e oferecer um atendimento de qualidade ao jovem. Portanto, em um país como o Brasil, onde vigora a inoperância de políticas publicas voltadas para a educação e de propostas inovadoras que ficam só no
papel, a escola pode ser um dos ambientes mais oportunos e adequados para que os adolescentes sejam informados e orientados sobre sexualidade, DSTs e gravidez precoce."
sábado, 14 de novembro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário